sexta-feira, 29 de junho de 2012

Meditação modifica seu cérebro em apenas um mês


Fonte: The New York Times

No meio da loucura da sociedade moderna, a meditação tem ganhado um status interessante como forma de combater o estresse e melhorar a qualidade de vida. A ioga também cresceu como atividade, justamente por promover um bem-estar espiritual.

Com isso, muitos estudos sobre a meditação foram realizados, para saber, cientificamente, como ela poderia nos beneficiar.

E os resultados, até agora, tem sido maravilhosos: pesquisas mostraram que a meditação alivia a dor, aumenta a nossa capacidade de atenção, melhora nosso sistema imunológico e representa uma maior conexão entre o corpo e a mente.

Isso tudo tem a ver, então, com a forma como a meditação altera nosso cérebro. Foi o que revelou um novo estudo, uma revisão de pesquisas anteriores sobre a meditação, que descobriu que após quatro semanas de prática (o que equivalente a apenas 11 horas) de meditação nosso cérebro sofre mudanças físicas observáveis.

Os cientistas analisaram os resultados de dois estudos de 2010, um com 45 estudantes da Universidade de Oregon (EUA), e outro com 68 estudantes da Universidade de Tecnologia de Dalian (China).

Durante esses estudos, os participantes praticaram treinamento integrativo de mente e corpo (TIMC), um tipo de meditação intensa. Eles foram submetidos, também, a ressonâncias magnéticas do cérebro.

Após duas semanas de prática, os participantes apresentaram uma maior densidade de axônios, ou fibras nervosas, no cérebro. Ao ficarem mais densas, as fibras nervosas, também chamadas de “substância branca”, aumentaram o número de conexões cerebrais de sinalização.

Após um mês de prática, além do aumento de densidade das fibras nervosas, foi observada também nos participantes a expansão da mielina, um isolamento de proteção gordurosa que envolve as fibras nervosas.

Esses efeitos foram vistos na região do córtex cingulado anterior do cérebro, que ajuda a regular o comportamento. A atividade nesta parte do cérebro está associada a várias doenças mentais, como déficit de atenção, demência, depressão e esquizofrenia.

A mudança nessa parte do cérebro afetou os participantes de forma positiva: eles apresentaram melhoras no humor, níveis reduzidos de raiva, ansiedade, depressão e fadiga, além de níveis mais baixos de cortisol, o hormônio do estresse.

Essa não é a primeira vez que um estudo descobre que a meditação afeta o cérebro, já que um estudo de 2011 também ligou a prática ao aumento da massa cinzenta no hipocampo, uma área do cérebro importante para o aprendizado e a memória.

Aplicações:

Segundo os pesquisadores, a meditação pode ser utilizada para combater doenças mentais. A meditação é uma intervenção simples e barata com potencial para melhorar ou prevenir transtornos do cérebro.

“As descobertas deste estudo são notícias boas para todos nós. Se tão pouco quanto 11 horas de treinamento da mente melhora nosso cérebro, essa atividade acessível a qualquer pessoa a qualquer momento pode nos ajudar a desfrutar de mais clareza mental e estabilidade emocional em nossas vidas”, comentou a neurocientista Elena Antonova, do Instituto de Psiquiatria do Kings College London (Inglaterra).

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PRÓXIMA PALESTRA GRATUITA - MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL

Segunda-feira dia 02 de julho às 20h30.

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Novas evidências sobre os benefícios da meditação



A meditação pode ser boa para a mente e a alma, dizem os especialistas, e está se tornando uma maneira mais comum para tratar problemas de saúde. Embora não seja totalmente compreendido o que muda no corpo durante a meditação, a prática tem sido demonstrada em vários estudos para aliviar o stress e melhorar os efeitos colaterais físicos de ansiedade.

Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças referem-se a meditação como um conjunto de técnicas que podem ser praticados por várias razões, tais como para aumentar o relaxamento e tranquilidade física, melhorar o equilíbrio psicológico, lidar com a doença ou melhorar o bem-estar geral.

Como meditar

Especialmente para um iniciante, orienta-se procurar um local calmo, sem distrações. Encontrar uma postura confortável, um foco de atenção e uma atitude aberta são elementos gerais da prática.
Duas formas comuns são a meditação mindfulness e Meditação Transcendental. A meditação mindfulness é baseada nos ensinamentos budistas que envolvem concentrar a mente no presente. Uma pessoa deve sentar-se sozinha em silêncio, estar ciente de sua respiração e estar consciente dos pensamentos que vêm e vão.
A Meditação Transcendental é uma técnica diferente, é baseada em um mantra pessoal e é sugerida que se pratique de 15 a 20 minutos, duas vezes ao dia.

Os benefícios

Dois estudos recentes apresentados na reunião anual da Society of Behavioral Medicine mostraram que a Meditação Transcendental pode reduzir os sintomas de depressão e risco elevado de doença cardiovascular em adultos. Os estudos foram conduzidos em Charles Drew University e University of Hawaii. Os participantes em ambos os estudos que praticavam as técnicas de meditação mostraram redução significativa nos sintomas depressivos em comparação com aqueles que não meditavam.

"Qualquer técnica [como a meditação] não envolvendo medicação extra nesta população é uma ação bem-vinda", disse o Dr. Gary P. Kaplan, professor associado de neurologia na New York University School of Medicine. Mais pesquisas devem ser feitas sobre o uso de Meditação Transcendental na prevenção da depressão e em pessoas idosas que tiveram AVC ou tem doenças crônicas, disse Kaplan.

Outro estudo, publicado na edição de julho da revista Psychological Science, mostrou que a meditação diária ajuda a aumentar o tempo de atenção das pessoas. Trinta participantes do estudo foram em um retiro de meditação de três meses, e suas capacidades de atenção foram testadas em um programa de computador durante toda a viagem. A atenção melhorava na medida em que as pessoas iam meditando mais e mais.

A meditação também está se tornando mais comum no tratamento de artrite. Em um estudo publicado na edição de junho do jornal científico Pain, os pesquisadores descobriram que pessoas que meditavam regularmente, quando confrontadas com a possibilidade de um tratamento a laser doloroso, sentiram melhora significativa na sensação da dor.

"A meditação treina o cérebro para ser mais focada no presente e, portanto, gastar menos tempo antecipando futuros eventos negativos." O cérebro recebe informações e a mente dá o sentido de tudo - se as pessoas são capazes de parar suas preocupações e julgamentos, a mente se aquieta, e o cérebro pode voltar ao seu trabalho.


 

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PRÓXIMA PALESTRA GRATUITA - MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL

Segunda-feira dia 25 de junho às 20h30.

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sexta-feira, 15 de junho de 2012

A meditação salva - Revista Yoga Journal


Cada vez mais, a ciência comprova os benefícios de meditar, não só para a mente, mas para a saúde do corpo.

Por: Thays Biasetti – Revista Yoga Journal

No Brasil, uma pesquisa realizada por médicos do Albert Einstein mostrou que pessoas que meditam regularmente (no mínimo há três anos, três vezes por semana) têm um cérebro mais eficiente do que os não meditadores. “Esse resultado se mostrou quando testamos a atenção em uma tarefa chamada Stroop, em que a pessoa deve escolher a cor em que uma palavra está escrita, em vez de ler a palavra. Por exemplo, se a palavra vermelho está escrita com ‘tinta’ verde, ele deve responder verde. Essa escolha envolve não apenas atenção, mas controle de impulso”, diz a médica Elisa H. Kozasa, do Instituto do Cérebro – Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. A diferença do estudo do Einstein para outros que seguem o mesmo conceito é que as pessoas não foram estudadas meditando dentro do aparelho. Os pesquisadores do hospital também descobriram, por imagens cerebrais, que as pessoas que não meditavam utilizavam uma parte maior do cérebro para a tarefa.

Outra pesquisa sobre meditação é realizada na Universidade de Brasília. O estudo de doutorado do psiquiatra Juarez Castellar investiga o impacto da prática sobre pacientes de câncer de mama. Os resultados mostraram que a meditação melhorou o estado geral de saúde, a ansiedade e a confiança das praticantes. Além disso, houve melhora na qualidade de vida, aumento da melatonina, hormônio produzido pela glândula pineal que possui atividade estimulante da imunidade e ação antitumoral, e redução da interleucina-6, produto do sistema imunitário com atividade inflamatória, portanto nociva. O orientador da pesquisa, Eduardo Tosta, professor titular da Faculdade de Medicina da UnB, explica que esses resultados não devem se limitar ao câncer de mama e podem ser expandidos para outros tipos de pacientes.

Veja a seguir outras descobertas dos efeitos da meditação pelo mundo:

Uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia, com 60 pessoas durante três meses, mostrou que a prática de meditação aumenta os níveis da enzima telomerase, que ameniza o envelhecimento e reforça o sistema imunológico. Metade do grupo praticou a meditação durante seis horas todos os dias, enquanto a outra metade serviu como grupo de controle. O primeiro grupo tinha os níveis da telomerase 30% maiores do que o segundo.

Outro estudo da mesma universidade, com 36 pacientes diagnosticados com depressão clínica, e um estudo realizado pela Universidade do Havaí com 112 pacientes com doença cardíaca que corriam risco de sofrer de depressão, mostraram que as pessoas que praticaram meditação transcendental tiveram uma redução maior nos sintomas de depressão do que no grupo controle. Após um período de apenas três meses, os sintomas de depressão diminuíram quase 50%.

Cientistas do Massachusetts General Hospital realizaram uma pesquisa com 16 voluntários. Todos os participantes tiveram de fazer meditação por 30 minutos, diariamente, procurando se concentrar em sensações e sentimentos bons. Para constatar mudanças no cérebro, os voluntários faziam ressonância magnética antes e depois de cada prática de meditação. Os cientistas provaram que o volume e a densidade da massa cinzenta no hipocampo, onde ocorre o aprendizado e atividades de memória, aumentaram significativamente. Ocorreu também redução da densidade nas amígdalas, área reguladora do comportamento sexual e da agressividade e responsável pelos conteúdos emocionais das memórias.

Outra pesquisa, publicada no Journal of Neuroscience, feita com 15 voluntários saudáveis que nunca tinham meditado, ensinou uma técnica conhecida como atenção concentrada, forma de meditação em que as pessoas prestam atenção na respiração e não se distraem com pensamentos e emoções. Depois do estudo, os voluntários tiveram, em média, 40% de redução na intensidade e 57% de redução no desconforto causado pela dor. Os participantes foram examinados com ressonância magnética e um aparelho de calor foi colocado na perna dos participantes para aquecer a pele a 48ºC por mais de 5 minutos. Os exames feitos depois da prática mostraram que as dores dos participantes que tinham feito meditação foram reduzidas de 11% a 93%. A prática também diminuiu a atividade cerebral nas áreas responsáveis pelas sensações de intensidade da dor. E quando os participantes meditaram durante os exames, a atividade cerebral nessa região não foi detectada.

Pesquisas realizadas na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, em pacientes com problemas cardíacos, pressão arterial alta, infertilidade, depressão e enxaquecas, provaram que os pacientes que praticaram meditação por 20 minutos, duas vezes ao dia, tiveram recuperação superior aos do grupo que não meditou.

Um estudo publicado pelo National Institute of Health mostrou que a meditação transcendental teve resultados significativos na redução do estresse e, consequentemente, da pressão arterial. Os resultados da meditação foram melhores que outras técnicas de relaxamento, como biofeedback, relaxamento assistido e treinamento do gerenciamento do estresse.

Os benefícios da MEDITAÇÃO TRANCENDENTAL já são comprovados pela ciência e as descobertas não param de apontar seus benefícios para uma vida plena, saudável e feliz.

O Instituto Nacional de Meditação tem o prazer de compartilhar essa valiosa ferramenta de autoconhecimento, esperamos por você.

PRÓXIMA PALESTRA GRATUITA - MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL

Segunda-feira dia 18 de junho às 20h30.

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domingo, 10 de junho de 2012

Musculação cerebral

Pesquisadores investigam as alterações anatômicas e funcionais que a prática da meditação produz no cérebro e mapeiam seus benefícios para a saúde física e mental.

por: Alice Giraldi - Revista Neurociências

Uma consulta rápida ao PubMed, serviço da Biblioteca Nacional de Medicina Americana, retorna perto de dois mil resultados para a palavra meditation (do inglês, meditação). O crescente interesse da comunidade científica a respeito desse milenar exercício de treinamento mental parece ter fundamento, mostram os estudos. As melhorias observadas na saúde dos praticantes da meditação iriam além da redução do estresse. "A meditação é uma espécie de musculação cerebral, que revela benefícios em todas as direções", afirma o psiquiatra e neurorradiologista João Radvany, do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), pesquisador do tema. Entre os efeitos positivos da prática mental, ele destaca seu papel na prevenção ou tratamento de distúrbios crônicos, tais como insônia, fibromialgia e síndrome de fadiga crônica e, ainda, de doenças cardiovasculares, depressão, diabetes tipo 2 e artrite reumatoide. Entre os benefícios mais notáveis e mais bem estudados da meditação no sistema cardiovascular, destaca-se sua ação na regulação da pressão arterial. O National Institutes of Health (NIH), órgão de pesquisa em saúde do governo norte-americano, destinou 24 milhões de dólares ao estudo dos efeitos da meditação transcendental nas doenças cardiovasculares, nas duas últimas décadas, e as pesquisas realizadas por sete universidades norte-americanas apontaram resultados significativos nesse sentido. Em um dos estudos foram analisados 150 indivíduos hipertensos de origem afro-americana, grupo que apresenta incidência elevada de doenças cardiovasculares.

Após 12 meses de sessões diárias de 20 minutos de meditação, os praticantes exibiram redução média de 6 mmHg na pressão diastólica e de 3 mmHg na pressão sistólica. Outra pesquisa comparou as taxas de óbitos entre dois grupos de idosos com tendência à hipertensão, ao longo de 18 anos. O grupo que praticou meditação transcendental apresentou uma taxa de óbito 23% menor que a do grupo controle, que participou apenas de aulas de educação em saúde no mesmo período.

Quando um indivíduo medita, ocorrem alterações não somente na atividade cerebral, como também em aspectos fisiológicos, tais como batimentos cardíacos, ritmo respiratório e produção de hormônios", afi rma a psicobióloga Elisa Kozasa,pesquisadora do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Instituto do Cérebro do HIAE. Ao lado de Radvany, ela participa de um estudo desenvolvido pelo hospital em conjunto com a Unifesp, que emprega a ressonância magnética funcional para analisar alterações na atividade cerebral de meditadores. A pesquisa comparou as características cerebrais de meditadores antes e depois de uma imersão de sete dias na prática intensiva da meditação. Os sujeitos tiveram seus cérebros analisados por exames de ressonância funcional antes e após a imersão, enquanto executavam o Teste de Stroop, que avalia a capacidade individual de conter a impulsividade e manter o foco numa determinada atividade.

Os dados coletados na pesquisa ainda estão em fase de análise, mas o estudo piloto mostrou mudanças na intensidade da atividade de algumas áreas do cérebro após uma semana de prática, particularmente entre os meditadores mais experientes, que praticavam pelo menos três vezes por semana, há mais de três anos. "Houve ativação no córtex pré-frontal e no giro do cíngulo, que são áreas relacionadas à atenção", informa Elisa. A capacidade de focar a atenção, frisa a pesquisadora, é essencial no desempenho de funções cognitivas importantes, como aprendizado e memória.

Neuroplasticidade e saúde pública

Um conceito cada vez mais relacionado à meditação na área da pesquisa médica é o da neuroplasticidade. Sabe-se que certas práticas e experiências são capazes de promover mudanças na anatomia e funções do cérebro. A meditação é uma delas. "Estudos mostram que cérebros de meditadores de longo tempo têm diferenças em relação aos de não meditadores", diz Elisa Kozasa. "São diferenças de espessura do córtex cerebral na região da ínsula, que está relacionada à interocepção e à percepção, e também em outras áreas ligadas à memória e à atenção." Uma pesquisa realizada em 2009, na Dinamarca, revelou também que indivíduos que praticam meditação durante muitos anos apresentam maior densidade de massa cinzenta na parte inferior do tronco cerebral, região relacionada ao controle cardiorrespiratório. No Brasil, a técnica já foi incorporada à rede do Sistema Único de Saúde (SUS) em 19 estados e 107 municípios, por meio da Política de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde. Uma parceria entre a Unifesp e a Prefeitura de São Paulo também viabilizou a introdução da prática da meditação na rede pública de saúde. "Hoje, 80% das unidades de saúde da região centro-oeste do município oferecem alguma atividade meditativa", conta Elisa Kozasa, que participa do projeto.

Os benefícios da Meditação são observados principalmente naqueles que mantem uma prática constante. Aprenda a MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL e inclua no seu dia a dia uma técnica que lhe trará mais qualidade na vida como um todo.

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Segunda-feira dia 11 de junho às 20h30.
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